terça-feira, 18 de março de 2014

A Tarde-Que-Poderia-Ser-Ignóbil

Talvez a tarde se tivesse revelado ignóbil não fosse ter-me dirigido ao edifício de envergadura tal que até contém a biblioteca municipal.

Passei os vidros que lhe serve de parede e ascendi em elevador à cafetaria. Não tomando nada, desci pelas escadas brancas ao patamar dos livros. Aí descolei do seu lugar um livro pequeníssimo de Eugénio de Andrade. Uma edição bonita e atractiva que só falava de gatos. Não foi uma revelação que inspirasse muito. Soube bem mas faltava-lhe qualquer coisa.

Mais tarde caminhei encharcado de ideias para casa. Passei o resto da tarde-que-poderia-ser-ignóbil a fabricar um livro de artista de edição única.

Anseio por mais artilharia poética.

Uma boa tarde. Passem bem.




sábado, 8 de março de 2014

Gripe Pós Carnaval

Chá verde com limão. Chá pu erh com limão. E paracetamol. Alguns sinais de recuperação.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nova Roma Ao Som De Um Stylophone

Silêncio prévio sobre as palavras futuras. As tochas ardem. Um facho trémulo mostra-se na escuridão espreitando as almas que passam. Na penumbra esquelética um vidro espelha um universo ameaçador. As pálpebras ameaçam fechar-se. Levo dentro de mim um império. Uma nova Roma deteriorada. Sou louco. Nada em mim mais persiste. Converso com os cacos do meu intelecto. E danço vertiginoso ao som de um stylophone.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ausência.

Peço desculpa pela ausência. Tenho-me focado noutras práticas. Voltarei em breve.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Da Arte e Sua Realidade

Ainda existem, na era corrente, indivíduos que se questionam sobre a arte contemporânea e a sua validade. Ora, a arte contemporânea é tão válida como as outras vertentes todas. O problema está no facto do observador apreciar uma obra com a expectativa de uma realidade que não existe.

Tomemos como exemplo uma abstracção com tinta preta. Ela é só isso: uma abstracção com tinta preta. Acontece que muitas pessoas esperam encontrar um significado no resultado da abstracção, o que as leva a um estado de frustração, porque na realidade não existe um significado.

Muitos julgam que a arte é criada especificamente para eles e depois arrependem-se quando entram na galeria e não percebem nada do que estão a ver. O problema é esse. A arte não é feita especialmente para eles e não é suposto sequer tirarem um significado. A arte é só a arte. Tal como a realidade. A realidade é só a realidade. E deve ser experimentada tal como é. Pois a partir do momento em que esperamos uma realidade que não existe, caímos profundamente na desilusão.

Tal como no budismo Zen, quando se come, apenas se come. Quando se anda, apenas se anda. Viver o momento presente. A realidade tal como ela é. Na arte a mesma coisa. Quando apreciamos uma obra, apenas a apreciamos. Pela sua beleza. Pela sua repugnância. Pela sua estética ou ausência da mesma. Pela boa e pela má qualidade. Sem significados extra. Sem complicações.

Experimentem. Vão ver que saem das exposições bem mais aliviados.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Imaculada Concepção.

A phurba is cutting through. The gods shall tremble.

Current 93 - Happy Birthday Pigface Christus



Uma canção de Natal. Boas festas!