quarta-feira, 22 de julho de 2026

Pressão bárica

Os teus traços curvos
na mancha de prazer
curva torta.
Arremesso.
Tangente visceral.
 
Que brota da lápide?
 
A chuva negra
socalco diverso
brandindo o quilograma 
de uma válvula
no vapor onde te ocultas.
 
Em 5 minutos
um chá estará pronto.
É preciso cuidar das larvas.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Matyas

São Pedro não tem correspondência com nada neste vasto mundo. É um lugarejo inóspito para os arrabaldes de Braga. No verão, cega. Uma única árvore em redor de cada casa, senão construções arruinadas, telhados e armações sobrepujadas ao longo de uma cangosta. Uma pequena profusão de construção novas ali e acolá. Garagens; fuligem. Não tem fim o reboliço. Benesse neste confim só mesmo quem sobe ao Bom Jesus, pelo tapete de asfalto em contraste com a sombra das árvores através de artérias beatíficas. Mas quem desce, quando volto das caminhadas, sinto um sentimento muito próximo da mágoa. O cruzamento na marginal. O emaranhado de cartazes com motivos políticos; a sinalética em tudo que é sentido. Afasto-me sem ver. 

Estive na biblioteca, onde me acho todas as manhãs. Requisitei a Novela Gráfica de 1984, adaptado e ilustrado por Matyas Namai.

Desenhos muito bem conseguidos, paisagens da cidade traçadas em pormenor. Não se pode querer tudo; há sempre um detalhe menos bom. Sim, recomendo. Adaptação aquém. Fico sem perceber a base do argumento de Matyas, não lesse o livro.