segunda-feira, 16 de março de 2015

Os pássaros. O ninho. A geometria.

E quando ao espelho
a geometria bate
somente a tua voz
na geometria ressoa
que nem pássaros precoces
que abandonaram o ninho.


Eduardo Cardoso. 2015. 

domingo, 30 de novembro de 2014

Brutalismo, minimalismo e imaginações de ficção científica.

Recentemente descobri o Brutalismo. Estilo arquitectónico definido por grandes construções em betão, muitas vezes semelhantes a fortalezas, que esteve em voga entre os anos 50 e os anos 70.
A palavra "brutalismo" vem da expressão francesa béton-brut, que significa betão em bruto. Característica essa que é bem visível neste estilo de arquitectura.


Jonas Salk Institute for Biological Studies, La Jolla, California, 1960s, pelo arquitecto Louis Kahn. Fotografia retirada do blogue Fuck Yeah Brutalism.

Existem semelhanças, no brutalismo, com o minimalismo. Pois é simples, monocromático e por vezes austero.
É um estilo arquitectónico que também lembra construções de ficção científica. Quando olho para certos edifícios brutalistas, tenho a sensação de que cheguei ao futuro. A uma fria distopia cyberpunk de tecnologia super avançada, num planeta industrializado ao limite.
E talvez sejam essas as razões que me fazem sentir atraído pelas construções de betão despido com predominância de cor cinzenta.

Ficções à parte, a arquitectura brutalista não é para mim propriamente bonita. Mas acho o seu aspecto áspero e rude atraente. Além disso combina perfeitamente com o minimalismo. Daí o meu fascínio pelo béton-brut.

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Referências:

http://en.wikipedia.org/wiki/Brutalist_architecture
http://fuckyeahbrutalism.tumblr.com/
http://www.dezeen.com/2014/09/10/dezeen-guide-to-brutalist-architecture-owen-hopkins/

domingo, 12 de outubro de 2014

Que leva de parte o navio.

Navega porque navega,
que parte o navio
que prega
a palavra do
esquecimento.
No vento
parte.
Leva de parte
o passado.

Não vai voltar.

domingo, 28 de setembro de 2014

14 Sonatas Para Cravo.

Interessante obra do compositor português José António Carlos de Seixas (1704 - 1742). 14 Sonatas para cravo. Para quem gosta deste instrumento musical e de música barroca.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014