sábado, 26 de abril de 2014

Na Solidão. Na Noite. A Ave.

Enquanto meditava, no silêncio da madrugada, uma ave de rapina piava na sua própria solidão. Ambos mantínhamos a mesma natureza.

Reminiscências Nocturnas.

Sento-me confortavelmente na poltrona. A rua é salpicada pelas lágrimas climáticas. Cautelosamente espero que os vapores dos tóxicos se dissipem.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

terça-feira, 18 de março de 2014

A Tarde-Que-Poderia-Ser-Ignóbil

Talvez a tarde se tivesse revelado ignóbil não fosse ter-me dirigido ao edifício de envergadura tal que até contém a biblioteca municipal.

Passei os vidros que lhe serve de parede e ascendi em elevador à cafetaria. Não tomando nada, desci pelas escadas brancas ao patamar dos livros. Aí descolei do seu lugar um livro pequeníssimo de Eugénio de Andrade. Uma edição bonita e atractiva que só falava de gatos. Não foi uma revelação que inspirasse muito. Soube bem mas faltava-lhe qualquer coisa.

Mais tarde caminhei encharcado de ideias para casa. Passei o resto da tarde-que-poderia-ser-ignóbil a fabricar um livro de artista de edição única.

Anseio por mais artilharia poética.

Uma boa tarde. Passem bem.




sábado, 8 de março de 2014

Gripe Pós Carnaval

Chá verde com limão. Chá pu erh com limão. E paracetamol. Alguns sinais de recuperação.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nova Roma Ao Som De Um Stylophone

Silêncio prévio sobre as palavras futuras. As tochas ardem. Um facho trémulo mostra-se na escuridão espreitando as almas que passam. Na penumbra esquelética um vidro espelha um universo ameaçador. As pálpebras ameaçam fechar-se. Levo dentro de mim um império. Uma nova Roma deteriorada. Sou louco. Nada em mim mais persiste. Converso com os cacos do meu intelecto. E danço vertiginoso ao som de um stylophone.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ausência.

Peço desculpa pela ausência. Tenho-me focado noutras práticas. Voltarei em breve.