domingo, 28 de abril de 2024

Curtas numa noite nuclear

Num aglomerado estratégico
lã, cabelo
esmeralda, topázio
enquanto vias curtas metragens

As sombras dizimadas acercavam-se
dos teus pés
a teus pés
astutos
repletos de mágoas perecíveis

Cobriste o corpo com os lençóis
sem perceber que já dormias
em viril dramatização

Num sacrifício platónico
a génese de uma cena atómica

sábado, 27 de abril de 2024

Uma década e um ano depois

Em Maio a Serpente de Pedra faz 11 anos. Nunca imaginei que chegasse tão longe. A ideia inicial era fazer deste blogue um espaço colaborativo onde entrasse de tudo um pouco. Mas acabou por se afunilar e é dedicado hoje muito à poesia.

Quero agradecer a todos os que têm acompanhado a Serpente ao longo deste tempo, aos visitantes esporádicos, aos que colaboraram e aos que possam a vir colaborar.

Vamos ver se dura mais 10 ou 11 anos. Estaremos cá para ver.

Cordial abraço.

domingo, 21 de abril de 2024

A fuga ou a génese de um eco cosmológico

Se num momento o tempo parasse
sabias que nos moldes
onde me encontro
haveria um espasmo
um big bang inebriante
planetas dispersos na face

E nesse espasmo um universo
nessa face oculta esferas rochosas
capa dura ad astra
capa mole celeste
abertura ao abismo