quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Interiores minimalistas: Uma beleza difícil.

Sou um adepto de interiores minimalistas. É um gosto que tenho vindo a desenvolver ao longo do tempo. A redução de elementos no espaço é uma coisa que me liberta. Que me dá uma sensação de calma. Ao contrário de espaços repletos de objectos e decorações excessivas, pois fazem-me sentir desconfortável e de certo modo sufocado.

Compreendo que os espaços minimalistas não são para todos. Muita gente que conheço não suporta a ideia de uma divisão que parece vazia. Mas há muitas coisas na simplicidade dos interiores de uma casa que podem beneficiar qualquer um.

Dentro de um sítio reduzido ao essencial podemos encontrar algumas vantagens:

  • As distracções são menores. Isso ajuda-nos a concentrar mais nas nossas tarefas e também nos pode proporcionar uma melhor gestão de tempo;
  • A limpeza da casa é concluída com menor esforço e menos horas;
  • Não temos de demorar longos minutos a decidir onde arrumar os objectos em excesso que já não cabem numa estante, ou numa gaveta;
  • A sensação de estar tudo organizado cresce e isso pode aumentar a nossa percepção de conforto.
É claro que podem existir mais vantagens do que as acima referidas. Cabe a cada indivíduo perceber o que um espaço pouco preenchido lhe poderá oferecer. 

O minimalismo nos interiores pode ser também uma fonte de inspiração artística. O design simples, o padrão reduzido de cores, tudo isso pode ser estudado e aplicado em posteriores obras minimalistas. Mas não só na arte, o conhecimento adquirido através do estudo do simples pode ser usado noutras áreas da nossa vida, como por exemplo na nossa organização pessoal, no nosso trabalho, etc.

Apesar de já se ver uma ou outra notícia, aqui e ali, sobre o minimalismo, apreciar interiores minimalistas não é uma coisa que esteja muito em voga em Portugal. Ainda é um gosto só para alguns. Em parte há uma influência cultural. Em Portugal, por exemplo, a maioria vive a diversidade e a acumulação materialista. Logo pode ser complicado para um indivíduo apegado aos costumes simplificar um compartimento de uma casa. É difícil desapegar-nos das coisas que vamos acumulando ao longo do tempo.

Viver em habitações com menos é um hábito. Não nos adaptamos a isso de um dia para o outro. No princípio o minimalismo pode parecer uma coisa feia. Mas com o tempo vamo-nos apercebendo da beleza sublime que nos transmite. E quanto mais tomamos conta disso, mais nos embrenhamos na sua estética. Até que por fim nos rendemos por completo a esse modo de vida.

A redução de elementos é um jogo. Sabendo as suas regras as nossas vidas poderão tornar-se mais simples e, quem sabe, mais felizes. É um jogo difícil que nem todos estão dispostos a jogar. Mas quem joga fica sempre na posição de vencedor.

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